
Em outra modalidade de golpe, com esse mesmo tipo de equipamento, o cartão fica retido e um integrante da quadrilha se dispõe a ajudar à vítima, oferecendo um celular para ela falar com o banco. Do outro lado da linha tem um comparsa que, fingindo ser um funcionário da instituição, pega os dados do cliente. Em seguida, o criminoso que presta a falsa a ajuda retira o cartão da vítima e passa para ela um cartão falso.
Outro dispositivo usado nos golpes é o “pescador”, em que bandidos roubam envelopes de depósitos feitos pelos clientes. O equipamento, geralmente com fita de nylon, retém o envelope e o depósito não é realizado, mesmo a máquina emitindo o comprovante. Segundo o delegado, os clientes devem ficar atentos e evitar situações de risco.
“Esse tipo de crime ocorre, geralmente, fora do horário comercial e nos fins de semana, devido a pouca movimentação de pessoas nas agências. Se precisar fazer alguma operação financeira, procures lugares movimentados” aconselha.
Conforme o delegado, nesses tipos de crime, instituição bancária deve ressarcir o cliente, exceto, se o ele entregar o cartão dele a terceiros. A pena para a pessoa que for flagrada aplicando o golpe varia de 1 a 4 anos de prisão.
Dicas de segurança
- Sempre observar o estado dos caixas eletrônicos;
- Verificar se o dispositivo de inserir o cartão é fixo;
- Verificar se tem algum acessório;
- Identificar se tem fios aparecendo ou tampa aberta;
- Verificar quando fazer depósitos, se não tem nenhum dispositivo estranho;
- Não aceitar ajuda de desconhecidos;
- Nunca entregar o cartão para estranhos;
- Observar depois que terminar o operação se o cartão não é falso.