
Isso demonstra o importante papel que a FZB-BH assume na conservação de animais silvestres. Somente para se ter uma ideia da situação de risco a que estão sujeitos vários animais, em dezembro de 2014 foram publicadas pelo Ministério do Meio Ambiente duas portarias (444/2014 e 445/2014), contendo as listas das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, que contam com 1.173 espécies.
O ICMBio se volta agora para as estratégias de conservação, com a missão de combater as ameaças e reduzir o risco de extinção das espécies. O objetivo é retirá-las da lista vermelha e evitar que as espécies “quase ameaçadas” entrem na lista. A meta é conhecer melhor a situação das espécies consideradas com “dados insuficientes”.

Neste contexto, o instituto cuida do gerenciamento dos Planos de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas, que estudam grupos e espécies de animais ameaçados em diversos graus. A FZB-BH tem participação ativa em nove desses planos, intitulados PAN Arara-azul-de-Lear, Cervídeos, Lobo-Guará, Muriqui, Rivulídeos, Fauna Aquática da Bacia do Rio São Francisco, Lepdópteros, Cachorro-do-mato-vinagre e Mutum-de-Alagoas.
A FZB-BH também participa dos studbooks internacionais das seguintes espécies: mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, tamanduá-bandeira, macaco-prego-do-peito-amarelo e gorila. A FZB tem interesse em participar das reuniões e discussões que têm como objetivo a formulação e a execução das ações relacionadas aos planos de cativeiro e ações de educação ambiental determinadas pelos PANs de outras espécies que o Jardim Zoológico mantém em seu plantel, como onça-pintada, onça-parda, papagaio-charão, papagaio-do-Espírito-Santo, papagaio-do-peito-roxo, arara-azul-grande, mutum-do-sudeste, ararajuba, bicudo-verdadeiro, tiriba-de-cara-suja, tiriba-de-orelha-branca e alguns primatas.