Internacional

Começa julgamento por assassinato de criança em crime de ódio ligado à guerra Israel-Hamas

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O julgamento contra um homem de 73 anos acusado de assassinar um menino palestino-americano no estado de Illinois começou nesta terça-feira (25), em um caso que a polícia associou à guerra entre o movimento islamista Hamas e Israel.

Joseph Czuba se declarou inocente dos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e crime de ódio, após ter esfaqueado Wadea al Fayoumi, de seis anos, dezenas de vezes e ter ferido gravemente a mãe da criança, Hanan Shaheen, em 14 de outubro de 2023 no oeste de Chicago.

O crime ocorreu uma semana após o ataque surpresa do Hamas ao sul israelense, que deixou 1.215 mortos. Em represália, o governo de Israel declarou guerra e iniciou uma complexa operação militar na Faixa de Gaza, que matou mais de 48.300 pessoas até o momento.

O júri foi reunido em um tribunal do Condado de Will na segunda-feira e o julgamento deve durar uma semana. 

Na época em que o crime foi cometido, o gabinete do xerife de Will informou que as vítimas foram alvos do ataque "porque eram muçulmanas e devido ao conflito em andamento no Oriente Médio envolvendo o Hamas e os israelenses". 

Czuba, que era o locador da residência onde morava a família muçulmana, supostamente esfaqueou o menino 26 vezes.

Em declaração à imprensa antes do julgamento, Joseph Milburn, um advogado do Conselho de Relações americanas-islâmicas, pediu prisão perpétua para o acusado. "Assim, podemos enviar uma mensagem de que os crimes de ódio contra qualquer pessoa com base em sua religião e origem não são tolerados", afirmou.

O então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou o ataque como um "terrível ato de ódio" que "não tem lugar nos Estados Unidos e é contra nossos valores fundamentais: livres do medo por como oramos, no que acreditamos e quem somos".

"A família palestina muçulmana do menino veio para os Estados Unidos buscando o que todos nós buscamos, um refúgio para viver, aprender e orar em paz. Como americanos, devemos nos unir e rejeitar a islamofobia e todas as formas de intolerância e ódio", disse Biden em comunicado.

sst-cl/st/val/db/yr/ic

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