Internacional

Chavismo apresenta militar como candidato a governador em região disputada por Guiana e Venezuela

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O partido de governo da Venezuela anunciou nesta segunda-feira (31) a designação de um alto oficial militar como candidato ao governo de Essequibo, uma zona rica em petróleo que é disputada com a Guiana.

Em 25 de maio, a Venezuela realizará eleições ao Parlamento e aos governos regionais. E, pela primeira vez, serão escolhidas autoridades para o Essequibo, um território de 160.000 km² que está no centro de um litígio centenário entre Caracas e Georgetown, que voltou à tona em 2015 quando a ExxonMobil descobriu enormes reservas de petróleo na região.

A Guiana administra a área e advertiu que vai prender e julgar por traição qualquer um em seu território que apoie essas eleições.

"Na Guiana-Essequiba o almirante Neil Villamizar, próximo governador eleito da Guiana-Essequiba", disse o presidente Nicolás Maduro durante um ato no qual foram anunciados os nomes dos 24 candidatos a governador pelo chavismo.

Villamizar, de 55 anos, desempenhou vários cargos dentro da Força Armada e, entre julho de 2023 e outubro de 2024, foi comandante da Marinha, componente militar a cargo da vigilância das zonas marítimas da Venezuela.

Presente no encontro com Maduro, Diosdado Cabello, vice-presidente do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), lembrou que também serão eleitos deputados.

"Além de deputados de nossa Guiana-Essequiba, será eleito, pela primeira vez, o governador [...] cumprindo um mandato dado pelo povo da Venezuela no referendo que foi feito neste país", disse Cabello, em alusão a uma consulta interna realizada em dezembro de 2023 para justificar sua reivindicação de soberania.

A Venezuela defende uma saída negociada para o conflito através do Acordo de Genebra, firmado em 1966 com o Reino Unido antes da independência guianense e que anulou o laudo de 1899 que estabeleceu a fronteira atual.

A Guiana defende o laudo e pediu à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que ratifique sua soberania sobre o Essequibo.

Em 6 de março, autoridades da Guiana pediram à CIJ medidas de proteção diante da convocação de eleições da Venezuela.

mbj/erc/atm/rpr

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