Edifícios e condomínios são locais de grande circulação de pessoas, muitas compartilhando espaços de usufruto comum e equipamentos. Em época de coronavírus, são locais que merecem atenção quanto à prevenção da transmissão da doença. Medidas de precaução que vão desde uso de paramentos adequados pelas equipes de limpeza, postura acertada de funcionários, regras de convívio geral, diminuição de fluxo de moradores em áreas coletivas, até os cuidados na hora de entrar no elevador.
Muito deve ser feito principalmente para proteger as pessoas mais vulneráveis quanto à doença, como maiores de 60 anos, indivíduos com doenças crônicas ou com baixa imunidade, gestantes, lactantes e crianças. Um papel que cabe, primeiro, aos gestores, mas também de responsabilidade de todos. Antes de tudo, vale o bom senso.
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No caso dos colaboradores, empregados da limpeza devem usar equipamentos de proteção individual, como indica o especialista em tecnologia do canal MinhaPortaria.com, Walter Uvo. "Deve-se dar devida atenção à limpeza de maçanetas, corrimãos, halls comuns e elevadores, incluindo equipamentos eletrônicos, como botões de chamadas e teclado de andar, aparelhos biométricos e todo o sistema de acesso. No caso dos elevadores, a orientação é usá-los de forma consciente - a OMS recomendou que as famílias o utilizem sozinhas, evitando pegá-lo quando estiver cheio", ensina.
CAUTELA
Entre as recomendações de primeira necessidade, a higienização das mãos antes e depois de estar em áreas comuns e elevadores é essencial. Para a limpeza geral, profissionais pedem cautela. O ideal é a contratação de serviço especializado, no qual os profissionais recebem um treinamento com instruções teóricas e práticas sobre atendimento e conhecem as técnicas de higienização de ambientes, salienta o especialista em condomínios da GS Terceirização, Amilton Saraiva.
Diante da possibilidade de sobrevivência do vírus em superfícies durante muito tempo (que no caso de plásticos ou aço, por exemplo, é de até três dias), continua Amilton Saraiva, é fundamental a constante higienização destes materiais e de todas as áreas existentes com desinfetantes em geral: álcool em gel 70%, água sanitária e sabão. Se os ambientes de uso compartilhado permanecerem abertos, é importante oferecer álcool em gel 70%, que pode ser disponibilizado em dispensers colocados em lugares estratégicos, como o acesso principal.
O Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG elaborou um documento com diretrizes sobre o tema. São orientações dirigidas aos proprietários, residentes, síndicos, funcionários e equipes de limpeza, que foram compiladas pelo médico Ulysses de Barros Panisset, professor-adjunto do departamento. As informações são embasadas em recomendações da Secretaria de Saúde de Nova York (EUA), dos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos e da China, da OMS e do Ministério da Saúde.