Começou por volta de 9h40 desta quarta-feira o terceiro dia do julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que responde pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrida em maio de 2000. Hoje a sessão passará para fase de debates entre Ministério Público e defesa do réu. Depois, ocorrerão as réplicas e tréplicas para, enfim, seguir para votação dos jurados. O MP iniciou o dia com a sustentação oral. A expectativa é de que o júri termine nesta quarta.
Na terça-feira, visivelmente nervoso e chorando várias vezes durante a sessão, o réu chegou a pedir clemência à juíza Marixa Fabiane Rodrigues, que preside o júri. O advogado Ércio Quaresma, um dos defensores do acusado, chegou a humilhar o próprio cliente, sendo repreendido pela magistrada.
Entenda o caso
Bola é acusado da morte de Rogério, no Bairro São Joaquim. Ele foi reconhecido pela irmã da vítima, que testemunhou o crime, depois que a imagem foi veiculada em emissoras de TV e jornais pelo suposto envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno.
Segundo denúncia do Ministério Público, Bola teria atirado contra a vítima, que estava dentro de um veículo em frente ao estabelecimento comercial onde trabalhava. Para o MP, o crime teria sido encomendado, já que os envolvidos não se conheciam. Dados do processo revelam que o réu teria espreitado o local de trabalho de Rogério, na tentativa de identificá-lo.