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Ocupações contra a PEC 241 chegam a federais de MinasProfessores e estudantes da rede pública de educação protestam contra a PEC 241 em BHSegundo a página do movimento no Facebook, nove entidades de base dos cursos que têm aulas no CAD 1 e outros estudantes participaram de uma assembleia onde foi deliberada a ocupação do prédio por tempo indeterminado, a partir do dia 19. O em.com.br entrou em contato com a universidade e aguarda resposta.
Pelo menos outras duas universidades e dois institutos federais estão ocupados por estudantes e servidores técnico-administrativos: o do Norte de Minas e o do Triângulo Mineiro. Ontem, em Diamantina, estudantes e funcionários fecharam o acesso ao câmpus JK da Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e o câmpus Januária.
Conhecida como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, a 241 estipula limite para despesas primárias federais nos próximos 20 anos e tem assombrado as instituições de ensino superior.
Em 13 de outubro, a UFMG divulgou um estudo que simula os impactos da proposta, usando as despesas dos últimos 10 anos, e mostra um cenário comprometedor, com perdas que alcançariam a soma de R$ 774,8 milhões, caso a PEC já estivesse em vigor. Conduzido pela pela Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (Proplan) da universidade, o estudo ilustra o que teria ocorrido com as despesas de custeio e de investimentos da instituição entre 2006 e 2015 se as regras da PEC 241 estivessem em vigor nesse período.
A instituição prevê um cenário grave para os próximos anos se ela passar pelo crivo do Congresso, com consequências diretas sobre o ensino, pesquisa e extensão, além de redução da assistência estudantil e até mesmo a saída de alunos cotistas. (Com informações de Junia Oliveira e Landercy Hemerson).