Jornal Estado de Minas

Trabalhadores da construção civil promovem quebradeira durante protesto na Pampulha

Cerca de 300 pessoas invadiram uma obra e quebraram peças de granito, tubulação, danificaram a parte hidráulica e elétrica

Cristiane Silva Juliana Ferreira

- Foto: Jair Amaral/EM DA Press

Trabalhadores da construção civil que participavam de um protesto na manhã desta quarta-feira promoveram uma quebradeira em um imóvel na Rua Artur Itabirano, na Região da Pampulha, em Belo HorizonteOperários que trabalhavam no local disseram que cerca de 300 pessoas invadiram o local no início da manhã e destruíram várias peças da construção.

Os manifestantes subiam a Avenida Abrahão Caram acompanhados de um carro de somEm determinado momento, eles chegaram a fechar os dois sentidos da viaEm seguida, eles entraram na Rua Artur Itabirano, onde está sendo construído um prédio residencial.

- Foto: Jair Amaral/EM DA PressSegundo o auxiliar de engenharia Emanuel Fuscald, eles mandaram os 50 trabalhadores do local saírem do prédio, sob ameaças de morte e agressãoEm seguida, eles quebraram peças de granito, tubulação, danificaram a parte hidráulica e elétricaUm elevador parou com algumas pessoas quando a energia foi cortada, mas ninguém se feriuAinda segundo Fuscald, os homens também teriam roubado ferramentasLogo depois, eles voltaram para a Abrahão Caram, protestaram nas obras dentro do campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e seguiram para a Avenida Barbacena, onde se juntaram aos eletricitários, que também participavam de um protesto hoje.

Os funcionários da obra reclamaram da demora no atendimento da Polícia MilitarConforme os trabalhadores, os manifestantes invadiram o prédio por volta das 8h30 e saíram ás 10hA PM teria chegado muito tempo depois e ninguém foi presoUm boletim de ocorrência foi registrado.

No momento do protesto o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Pesada (Marreta), informou que a manifestação era pacífica, mas houve um tumulto quando os grevistas tentaram atravessar a Abrahão Caram e, inicialmente, alguns motoristas não queriam parar o veículo para que eles passassem

Os trabalhadores seguiram em passeata e passaram por vários prédios da Avenida pedindo que outros operários paralisassem as obras e aderissem ao movimento.

(Colaborou Renata Stuart)