Segundo a Defesa Civil, os imóveis restantes, em que não havia morador presente no momento do cadastramento, serão visitados nos próximos dias. No dia da implosão, que deve ocorrer em 14 de setembro, os moradores deverão deixar seus imóveis uma hora antes, podendo retornar cerca de 40 minutos depois.
Quem vive ou trabalha em um raio de 200 metros no entorno do viaduto deverá deixar os locais para implosão da base da estrutura. Marcada inicialmente para o dia 14, a destruição do pilar 5 da alça norte, deve provocar a queda do corpo do viaduto, o chamado tabuleiro, que permaneceu de pé. A estrutura a ser destruída é equivalente ao pilar 3 da alça sul, que afundou, provocando a queda da estrutura, em 3 de julho. A desocupação dos imóveis no círculo sujeito a efeitos do impacto deve ocorrer aproximadamente uma hora antes da implosão, segundo o coordenador municipal de Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas.
Quando estiver no chão, o restante da estrutura do viaduto será destruído com as mesmas tecnologias usadas na alça sul. Segundo o coronel, serão empregados rompedores hidráulicos para triturar o concreto. Em outras partes a estrutura será cortada em blocos de um metro de largura, aproximadamente, com o uso de serra com a fita diamantada. A estimativa é de que todos os escombros sejam retirados em até cinco dias após a implosão. “O dia 14 é uma data de referência para planejamento dos órgãos envolvidos na operação, como Polícia Militar e BHTrans, que precisam de efetivos e equipes disponíveis”, afirma o representante da Defesa Civil. Ele, no entanto, faz ressalvas sobre a data e diz que o cronograma pode mudar em função do resultado da audiência de conciliação marcada para apresentação do plano técnico de demolição. .