Três mil estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio do interior de Minas estão em Belo Horizonte, onde participam do projeto Diálogos Abertos com Capital. Eles são acompanhados por 260 professores, que representam 62 das 79 escolas públicas estaduais que abrigam a modalidade de Educação Integral e Integrada. Outras 17 escolas da região metropolitana participarão do projeto em outra ocasião. Durante três dias eles visitarão os principais espaços públicos e turísticos de BH, onde assistirão a aulas de todos os conteúdos curriculares.
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Museu Nacional abrigava mistério dos ancestrais de Belo HorizonteComo Minas Gerais pode ajudar a recontar as histórias do Museu NacionalMinas tem vários museus em estado precário: veja o que estado e MP prometem fazerPrefeituras de MG decidem iniciar ano letivo só depois do carnavalEstudantes do interior vivenciam artes, arquitetura e história de BHPrefeitura vai retomar tratamento da água da Lagoa da PampulhaTJMG autoriza anúncios de aplicativos de transporte em pontos de ônibus de BHCaixas eletrônicos são arrombados em Venda NovaA iniciativa atende à matriz curricular do Ensino Médio Integral em Minas Gerais que trás o componente chamado “Diálogos Abertos com a Cidade”, cujo propósito é convidar os estudantes a sair por suas cidades observando problemas, desafios e potencialidades e, como isso, se identificarem com conteúdos das diversas áreas do saber. Segundo a subsecretária do ensino básico da secretaria, Augusta Mendonça, entre os 13.600 alunos matriculados na Educação Integral, 5 mil não conheciam a capital e alguns professores também não. “Então resolvemos realizar um processo de formação desses professores em serviço (durante as aulas), junto à experimentação com os estudantes, ao apresentar esses diálogos abertos com a capital”.
Durante os três dias eles visitam e assistem a aulas em espaços próprios localizados no Parque Ecológico e Fundação Zoobotânica – Zoológico; Parque das Mangabeiras; Circuito Liberdade: Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Museu Mineiro, Centro Cultural Banco do Brasil, Conjunto Arquitetônico da Pampulha e Concertos Didáticos Filarmônica – Sala Minas Gerais.
A proposta pedagógica do Ensino Médio em Tempo Integral tem por base a ampliação da jornada escolar – com nove horários diários, que representam 45 horas-aula semanais – e a formação dos estudantes, tanto nos aspectos cognitivos quanto nos socioemocionais. O currículo é constituído de duas partes – formação básica, que compreende as temáticas de cada área do conhecimento da Base Nacional Curricular Comum – Língua Portuguesa, Matemática, Artes, Educação Física, entre outras disciplinas; e flexível, que é composta por campos de integração, que devem proporcionar ao jovem a interlocução entre as áreas de conhecimento, os conhecimentos científicos, suas experiências pessoais e outras atividades que enriqueçam a sua formação e atuação/intervenção na sociedade.
Os campos de integração podem ser de “Cultura, Artes e Cidadania”; “Múltiplas Linguagens, Comunicação e Novas Mídias”; e “Pesquisa e Inovação Tecnológica”. A elaboração do currículo considera a realidade e especificidade de cada uma das escolas participantes.