Alguns deles estiveram no Shopping Cidade e no Mercado Central, no Centro em Belo Horizonte. O grupo chamava atenção por onde passava. Com blusa preta, calça cáqui e botas, os soldados interagiram com os vendedores, que se empenharam em atendê-los bem, em retribuição à atuação em Brumadinho. "Depois que eles chegaram, conseguiram encontrar mais corpos. Eles vieram com sondas para ajudar na localização", afirmou a funcionária do McDonald's Isabella Fidélis, que atendeu um soldado israelense. Ela viu como positiva o apoio do exército israelense, embora a efetividade da participação da tropa tenha sido questionada.
Em uma loja de decoração, compraram uma caneca Harry Potter da Casa Grifinória e um unicórnio de pelúcia com o escrito "believe", que, em inglês, quer dizer "acredite".
O representante do Ministério de Relações Exteriores de Israel, o embaixador Raphael Singer, elogiou a atuação dos bombeiros de Minas. Ele reforçou que a tropa atuou em conjunto com os brasileiros e que colocaram à disposição não só a tecnologia, mas a maneira como propõem a intervenção em locais de catástrofes. “Usamos capacidades especiais em termos de resgates em situação de guerra, terrorismo, depois experiência aplicadas para terremotos, tsunami. Tudo isso gerou tradição de Israel de prestar esse tipo de experiência para outros países, países amigos”, afirmou.
Ressaltou como a tecnologia trazida contribuiu para ajudar na localização de sobreviventes que estavam na lista de desaparecidos. “Estava lá, quando descobriram telefone de uma vítima, mas obviamente, pouco antes do desastre. Havia sido registrado como desaparecido. Mas ele estava vivo. Isso ajudou para tirar da lista de desaparecidos.”