A tragédia de Brumadinho, na Grande BH, e o rompimento da barragem em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, que deixou um rastro de destruição ao longo do Rio Doce e matou 19 pessoas, serão temas discutidos hoje na Organização das Nações Unidas (ONU). A reconstrução dos distritos atingidos pelo mar de lama em 2015 em Mariana e as dores das vítimas da ruptura do reservatório de Brumadinho vão ser apresentados na 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.
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Documento simulava hipótese de liquefação de barragem da Vale em BrumadinhoVale, auditoria e engenheiros culpam uns aos outros pela tragédia em BrumadinhoGrafite na Av. José Cândido da Silveira lembra desastres em Mariana e BrumadinhoJustiça suspende atividades em mais uma barragem da Vale em MinasAutoridades identificam mais dois corpos e número de mortos sobe para 209 em BrumadinhoCarro capota e cai de uma altura de 7 metros na BR-262A moradora de Bento Rodrigues Mônica dos Santos vai falar sobre como está o processo de reconstrução após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. Milhões de metros cúbicos de lama desceram do reservatório, provocando mortes e destruindo o Rio Doce até o mar do Espírito Santo.
Já Izabel André, moradora do Bairro Tejuco, em Brumadinho, fará um depoimento representando vítimas da tragédia no município. Ela perdeu familiares, vizinhos e amigos no rompimento da barragem. “Outra que vai falar é a Rafaela Marques, de Alagoas, que compõe um movimento de pequenos agricultores que montaram uma articulação no Nordeste para monitorar os efeitos do rompimento da Barragem do Córrego do Feijão na bacia do Rio São Francisco. Tem muitas preocupações em torno disso”, disse Maria Gomes..