O artista e produtor cultural Saulo Pinto Muniz, o Saulo Laranjeira, terá que devolver R$ 341.619,69 aos cofres do governo de Minas. A determinação partiu do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG) nesta terça-feira (26), depois que o envolvido prestou contas de uma captação de R$ 100 mil, junto à Lei de Incentivo à Cultura, com 15 anos de atraso. O projeto “Arrumação 2000” foi aprovado em 2001 pelo Executivo estadual.
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Em seu voto, o relator, conselheiro José Alves Viana, ressaltou que “o órgão técnico, em exame preliminar, entendeu pela omissão deliberada do dever de prestar contas por parte do Sr. Saulo Pinto Muniz, o qual deveria ser responsabilizado por dano ao erário”.
Com o custo total de R$ 756.921,79, o produtor cultural requereu a concessão de R$ 300 mil. Porém, o estado aprovou apenas R$ 100 mil, repassados pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), incentivadora do projeto.
À época, a Cemig destinou o dinheiro em duas parcelas: uma no valor de R$ 80 mil, a título de incentivo fiscal (ICMS corrente), e outra na quantia de R$ 20 mil, correspondente à contrapartida da empresa.
Saulo Laranjeira ainda pode recorrer da decisão.
Ele também consagrou-se ao interpretar o personagem “deputado João Plenário” no programa humorístico “A Praça é Nossa”, exibido pelo SBT.
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