
Apesar disso, estão previstas chuvas para o Pantanal antes da chegada da frente fria sobre o Sudeste. "Isso diminuirá o transporte de fuligem para o Centro-Leste do Brasil. A incidência em São Paulo, inclusive, deverá ser maior que em Minas Gerais", detalha Anete.
As fuligens são pequenas partículas pretas, transportada pelo ar que, quando são encostadas, se transformam em pó preto. Alguns desses elementos foram vistos em Belo Horizonte nos últimos dias, em virtude das queimadas na Serra da Moeda. "Trata-se de uma forma de limpeza da atmosfera", esclarece a meteorologista.
A combinação entre essas fuligens em grande quantidade e as chuvas causam, como consequência, as chuvas pretas. "Como há expectativa de chuva para o domingo no Sul de Minas, há chances de registro de chuva preta", comenta. "Em BH é praticamente impossível".
Dados do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mostram um aumento de apenas 1% na quantidade de incêndios florestais no estado entre janeiro e agosto de 2020 quando comparado com o mesmo período do ano passado. Entretanto, satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já detectaram 1.951 focos ativos de queimadas em Minas até essa quinta-feira, (17). Setembro, que ainda não consta nos dados atualizados dos Bombeiros, foi justamente o mês das queimadas mais intensas.
*Estagiário sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira