Uma criança de 11 meses ficou gravemente ferida após ser atingida pela mãe, de 25 anos, que sofreu uma queda neste fim de semana no Bairro Céu Azul, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A suspeita é de que a jovem tenha feito uso de loló e também teria sido medicada com um calmante pelo companheiro, de 31 anos. O caso será investigado.
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Depois da tragédia de Brumadinho, casal consegue superar a COVID-19Criança morre em capotamento de carro; mãe, que dirigia, admite ter ingerido cervejaDoze trabalhadores morrem em batida de van com caminhão, na BR-365Traficantes presos na Cabana do Pai Tomás atendiam usuários da Zona SulAgente socioeducativo aponta arma para PMs durante confusão e é morto em BHOs policiais chamaram reforços e levaram a criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Justinópolis. Ele foi intubado pela equipe médica e transferido ao Hospital João XXIII, onde ficou internado com o pai como acompanhante. A instituição não divulga o estado de saúde dos pacientes internados.
A polícia foi ao endereço da família da mãe para apurar mais detalhes. Chegando lá, o tio dela autorizou a entrada. Uma outra mulher também estava na casa e disse ter visto quando o pai do menino saiu para buscar ajuda.
Ao entrar no imóvel, os policiais encontraram a jovem sentada em um sofá bem debilitada. Ela estava grogue e falava com a voz embolada. De acordo com a PM, ela disse que usava a droga, ficou tonta e caiu sobre o filho. Os policiais foram orientados a levar a suspeita a uma delegacia, mas por conta do estado de saúde dela, resolveram passar pela UPA Venda Nova.
Na unidade, conforme a PM, a outra testemunha disse ao parente da jovem que ela também teria tomado diazepam, oferecido pelo companheiro dela em um copo de suco. O médico disse que a única coisa a fazer seria hidrata-la e aguardar o efeito chegar ao fim.
Os policiais voltaram ao João XXIII e questionaram o companheiro dela sobre a situação. Ele disse que possui a receita para a medicação da mulher. O rapaz também seria encaminhado a uma delegacia posteriormente.
Nesta segunda-feira, a Polícia Civil informou que recebeu a ocorrência na Delegacia de Plantão da Região Noroeste e instaurou procedimento para apurar os fatos. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).