Durante a pandemia de COVID-19, até a estátua do jornalista e escritor Roberto Drummond, na Praça Diogo de Vasconcelos, apareceu de máscara em BH (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A taxa de transmissão da COVID-19 em Belo Horizonte apresentou alta pelo quarto dia seguido. O Rt, número médio de transmissão por infectado (que mede para quantas pessoas cada infectado leva a doença) chegou a 1,06 nesta quarta-feira, segundo boletim epidemiológico emitido pela Secretaria Municipal de Saúde.
Esse dado se manteve estável em 0,92 entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro. Entretanto, subiu para 0,94, segundo boletim do dia 2 de outubro (não houve boletins nos dias 3 e 4), depois para 1,02 no dia 5, chegando ao nível ‘amarelo’ da escala de risco (clique aqui para entender como funcionam os indicadores).
O Rt chegou a 1,05 nessa terça (dia 6) até alcançar 1,06 no último boletim, emitido nesta quarta.
Indicadores de monitoramento da COVID-19 em 7 de outubro de 2020 em Belo Horizonte (foto: PBH)
Ocupação de leitos
Apesar da alta na transmissão do coronavírus, os níveis de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria destinados especificamente a pacientes com COVID-19 seguem em nível ‘verde’.
O percentual de uso das UTIs COVID-19 está em 37,5%. Já nas enfermarias, o nível de ocupação é de 34%.
Atividades econômicas
A análise desses indicadores (Rt, ocupação de leitos de UTI e de enfermaria) baseia as decisões do prefeito Alexandre Kalil (PSD) e do Comitê de Enfrentamento à Epidemia da COVID-19 sobre a manutenção das atividades econômicas em Belo Horizonte.
Os níveis de alerta verde, amarelo ou vermelho podem indicar a possibilidade de permanência dos estabelecimentos comerciais abertos, avanço para uma próxima fase de retomada ou até um eventual e indesejado retorno a situações mais restritivas.
O que é o coronavírus
Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.