
As pesquisas com o fármaco da Johnson & Johnson em todo o mundo estavam suspensas desde 12 de outubro, quando o laboratório detectou uma “doença inexplorada” em um voluntário americano.
Jorge ressalta que a retomada do ensaio clínico é segura, uma vez que o Comitê Independente de Segurança e Dados da autoridade regulatória dos Estados Unidos, a FDA, avaliou que a relação benefício e risco se mantém favorável à continuidade dos estudos.
Jorge ressalta que a retomada do ensaio clínico é segura, uma vez que o Comitê Independente de Segurança e Dados da autoridade regulatória dos Estados Unidos, a FDA, avaliou que a relação benefício e risco se mantém favorável à continuidade dos estudos.
Ainda de acordo com o coordenador, se tiver eficácia comprovada, o produto da Johnson & Johnson oferece uma vantagem em relação aos outros imunizantes atualmente em teste. “É uma vacina de dose única. Com isso, consegue-se evitar a mobilização do poder público para o retorno da população aos centros de saúde para novas etapas da vacinação”, esclarece Pinto.
Inscrições
Duas mil pessoas serão testadas em Belo Horizonte. O cadastro, que permanece aberto, já reúne 25 mil inscritos. Os critérios para a participação divulgados pela UFMG são: ser maior de 18 anos e exercer atividades que envolvam contato frequente como público. Por exemplo, ser motorista de aplicativo, usar o transporte público diariamente, ser profissional de saúde, entre outras condições do gênero.
Os interessados devem responder um questionário on-line. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-9822 ou pelo WhatsApp (31) 9.8205-5076.
Os interessados devem responder um questionário on-line. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-9822 ou pelo WhatsApp (31) 9.8205-5076.
Resultados promissores
O fármaco desenvolvido pela Johnson & Johnson é baseado em vetor de adenovírus sorotipo 26 - o Ad26, que é um tipo de vírus da gripe comum.
Os ensaios clínicos estão na fase 3 (testagem em humanos em massa).
Um artigo publicado no início de agosto na revista científica Nature sugeriu que o imunizante é potente não só contra o SARS-CoV-2 (vírus da pandemia), como também contra infecções pulmonares decorrentes da COVID-19.
Nos experimentos das fases 1 e 2, realizados com macacos rhesus, cinco dos seis primatas que receberam a dose tornaram-se quase completamente imunes às doenças oportunistas.
Os ensaios clínicos estão na fase 3 (testagem em humanos em massa).
Um artigo publicado no início de agosto na revista científica Nature sugeriu que o imunizante é potente não só contra o SARS-CoV-2 (vírus da pandemia), como também contra infecções pulmonares decorrentes da COVID-19.
Nos experimentos das fases 1 e 2, realizados com macacos rhesus, cinco dos seis primatas que receberam a dose tornaram-se quase completamente imunes às doenças oportunistas.