
Delvia Lopes, de 51 anos, trabalha como cuidadora em uma residência terapêutica e também é instrutora em uma autoescola da cidade. Ela foi uma das que recebeu a primeira dose da CoronaVac e o fato gerou polêmica em Alfenas. “No meio do caos a gente vê quem aprendeu com a pandemia e quem dela tira o seu: salve-se quem puder”, disse moradora nas redes sociais.

Alfenas recebeu 766 vacinas nesse primeiro lote. A primeira a receber a CoronaVac no Sul de Minas, foi a técnica em enfermagem, Adriana Aparecida de Souza, de 46 anos, na última terça-feira (20/01). Ela trabalha na linha de frente em combate à COVID-19 desde o início da pandemia na Santa Casa de Alfenas.

A Secretária de Saúde explicou que os 37 profissionais que trabalham nas residências terapêuticas foram vacinados. “Como segue o protocolo do Ministério da Saúde, nós vacinamos todos os nossos profissionais da linha de frente da Santa Casa e do Hospital Imesa, do Lar São Vicente, das residências terapêuticas, aí a Delvia entra, e os profissionais da Clínica Neuro Psiquiátrica (Bagé). Nós estamos seguindo religiosamente e rigorosamente, o protocolo estabelecido”, diz Deyv Cabral de Assis, secretária de Saúde.
Mas os internos do Lar São Vicente, do Bagé e os moradores das residências terapêuticas forma excluídos do grupo prioritário e não receberam a primeira dose da vacina.
“Por conta da quantidade de doses, porque isso também está no protocolo, então, esse grupo vai ser vacinado assim que a gente receber a segunda remessa da vacina”. ressalta.
A secretária ainda informou que a vacinação com o primeiro lote foi encerrada nessa quinta-feira (21/01). Para mais esclarecimentos, a prefeitura vai disponibilizar ao Ministério Público um documento com os nomes de todas as pessoas vacinadas. “Inclusive com número de documento das que que receberam a primeira dose do imunizante, o que não é uma exigência do órgão, mas para dar conhecimento à promotoria de todas as pessoas que foram vacinadas”, afirma.