A Polícia Federal (PF) deflagrouna manhã desta quinta-feira (11/3) a operação ‘No show’, que investiga furtos qualificados praticados há mais de um ano na área restrita de segurança do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH.
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A investigação aponta que o grupo agia de maneira planejada, com direito a divisão de tarefas. Uma das suspeitas se apresentava como passageira na área de embarque doméstico, usando inclusive um bilhete aéreo.
Com o auxílio de duas comparsas, ambas funcionárias da empresa lesada, ela entrava na loja de importados, acondicionava os produtos em mochilas e as deixava no provador ou ao lado do caixa.
Com o auxílio de duas comparsas, ambas funcionárias da empresa lesada, ela entrava na loja de importados, acondicionava os produtos em mochilas e as deixava no provador ou ao lado do caixa.
Um terceiro comparsa então entrava no estabelecimento fingindo ser cliente e retirava os produtos. Valendo-se de sua credencial permanente de livre acesso a áreas restritas do aeroporto, ele deixava os itens roubados em local previamente combinado para que a falsa passageira pegasse e, em seguida, saísse pela área de desembarque do terminal.
A PF constatou 28 registros de acesso da falsa passageira à sala de embarque doméstico entre agosto de 2018 e janeiro de 2021. De acordo com as companhias aéreas, ela embarcou em apenas duas oportunidades. Em todas as outras, houve o que se chama de “no show”. Ou seja: a pessoa compra a passagem de avião, mas não viaja.
Os suspeitos responderão por furto qualificado e organização criminosa e podem pegar até 16 anos de prisão. A Justiça determinou a apreensão das credenciais aeroportuárias dos funcionários, que permitiam o acesso em áreas restritas do aeroporto, e o comparecimento semanal ao fórum.