O júri considerou que Paulo Henrique Norato da Silva cometeu tentativa de homicídio contra a companheira dele (feminicídio), com as qualificadoras de motivo torpe e meio cruel.
Inicialmente, o juiz Ricardo Sávio de Oliveira, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, fixou a pena em 19 anos de prisão. Porém, como o réu confessou o crime, a pena foi reduzida em um ano. Depois, o magistrado ainda determinou a redução da pena pela metade, em razão da situação de rua de ambos e do desejo da vítima de morar novamente com o acusado.
O juiz autorizou que o homem recorra da sentença em liberdade.
Briga por uso de crack
Em 11 de março de 2015, o homem foi preso após jogar álcool e colocar fogo no rosto da mulher. O crime aconteceu no bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a vítima, a agressão aconteceu depois dela reclamar que o homem estava fazendo uso de crack.
Um investigador da Polícia Civil que trabalhava no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII acionou a Polícia Militar quando a mulher deu entrada no local com queimaduras no rosto e pescoço. Ela contou que a agressão aconteceu na rua Pasteur e foi o companheiro que jogou álcool em seu rosto.
Depois que a vítima foi encaminhada para o atendimento, o policial resolveu ficar na porta do hospital esperando que o agressor fosse ao local em busca de notícias da mulher. Assim que chegou à unidade de saúde, o homem foi abordado pelo investigador e confessou o crime.
A vítima confirmou a versão do policial civil e contou que o motivo da briga seria o acusado estar fumando crack e ela não concordar com essa atitude. Depois dela reclamar da situação, o morador de rua se irritou e jogou álcool contra ela.
Ainda de acordo com a vítima, um homem que trabalhava na rua pegou um cobertor e abafou as chamas, evitando que o fogo se espalhasse pelo seu corpo.
*Estagiária sob supervisão