A ONG Ajudôu criou o projeto Caminho Suave, que irá oferecer em Divinópolis, Conselheiro Lafaiete, Curvelo, Sete Lagoas, Ouro Branco e Congonhas, 600 vagas para aulas de judô para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, durante o período de um ano. As aulas têm previsão de iniciar em novembro e serão realizadas duas vezes por semana, com 1 hora de duração.
Além das aulas, serão distribuídos kits de uniforme para os alunos inscritos, contendo camisa, quimono e faixa. Segundo a ONG, a entrega dos materiais garante que todos os alunos do Caminho Suave frequentem as aulas com igualdade, independente das condições financeiras das famílias.
O presidente e diretor técnico da Ajudôu, Márcio Andrade, diz que o oferecimento de um ambiente saudável e educativo para seus praticantes é muito importante: “Isso fortalece a cidadania e valores como respeito, disciplina, paciência e solidariedade.”
As inscrições já começaram e ficam abertas até que todas as vagas sejam preenchidas. Confira os locais das inscrições e aulas:
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Divinópolis: Escola Estadual Lauro Epifânio;
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Conselheiro Lafaiete: Escola Municipal Romeu Guimarães (manhã) e Escola Municipal José Castelões de Menezes (tarde);
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Curvelo: Escola Municipal Amália;
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Sete Lagoas: Ginásio Vinícius Dias Avelar;
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Ouro Branco: Ginásio Poliesportivo Raimundo Batista;
- Congonhas: Ginásio Poliesportivo Delci Dias dos Santos (manhã) e Escola Municipal Amynthas Jacques de Moraes (tarde).
O Projeto Caminho Suave tem o patrocínio da Gerdau, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, e apoio das prefeituras onde as aulas serão ministradas.
O projeto Caminho Suave é novo, mas há 26 anos a ONG já conta com diversos alunos de programas e modalidades esportivas diferentes.
Lívia Amaral Ferreira, de 12 anos, uma das alunas em Antônio Dias, conta sua experiência: “Eu faço o Ajudôu já tem mais de quatro anos. Recentemente, me graduei para a faixa cinza. Achei muito legal quando chegou aqui na cidade, pois além de ser divertido faz bem pra saúde. Vou continuar enquanto estiver aqui em Antônio Dias e eu puder participar. Minha irmãzinha também está no projeto e ama!”, destacou.
Lívia Amaral Ferreira, de 12 anos, uma das alunas em Antônio Dias, conta sua experiência: “Eu faço o Ajudôu já tem mais de quatro anos. Recentemente, me graduei para a faixa cinza. Achei muito legal quando chegou aqui na cidade, pois além de ser divertido faz bem pra saúde. Vou continuar enquanto estiver aqui em Antônio Dias e eu puder participar. Minha irmãzinha também está no projeto e ama!”, destacou.
Os pais de alunos também se sentem favorecidos com a inserção dos filhos em projetos de incentivo ao esporte e à cidadania. Como Keliane Aparecida, mãe da Ana Vitória, uma das alunas do projeto em Dionísio. Ela diz que, como mãe, só tem que agradecer: “O esporte é muito bom para saúde e o judô possui regras que ajudam muito na educação de nossos pequenos”, afirma.
Júlio César Lana Jaques, fundador e diretor executivo do Ajudôu, reforça a importância do trabalho para o desenvolvimento de crianças e adolescentes de famílias mais pobres: “Num país com tanta desigualdade e falta de oportunidades às pessoas de baixa renda, crianças e adolescentes estão especialmente sujeitas à vulnerabilidade social, com riscos diversos à saúde, ao envolvimento com a violência e criminalidade, dentre outros”, ressalta.
Para ele, os projetos sociais e esportivos surgem como uma "alternativa fantástica", para cobrir um papel que o Estado não consegue cumprir.
Para ele, os projetos sociais e esportivos surgem como uma "alternativa fantástica", para cobrir um papel que o Estado não consegue cumprir.
Contexto da pandemia
Com o isolamento social, diversas crianças e adolescentes passaram a ter quase nenhum contato com o esporte. O fundador da ONG explica que, de fato, o isolamento necessário para o enfrentamento da pandemia gerou uma série de prejuízos às crianças e adolescentes, especialmente no campo da prática esportiva.
“O retorno das atividades ou a implantação de novos projetos com a oferta de esportes de forma acessível e gratuita vem preencher essa importante lacuna, possibilitando contribuir grandemente para o desenvolvimento biopsicossocial das crianças atendidas.”
“O retorno das atividades ou a implantação de novos projetos com a oferta de esportes de forma acessível e gratuita vem preencher essa importante lacuna, possibilitando contribuir grandemente para o desenvolvimento biopsicossocial das crianças atendidas.”
Dessa forma, serão seguidas normas sobre o Protocolo para Retomada das Atividades Esportivas, para realizar os atendimentos, sem colocar as crianças e professores em risco. Abaixo estão alguns exemplos de diretrizes:
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Distanciamento mínimo exigido durante as aulas (1 aluno a cada 2 m²);
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Todos os alunos devem começar e terminar as atividades no mesmo espaço;
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As turmas terão tempo para saírem de forma ordenada, sem contato e aglomeração;
- Término das aulas 10 minutos antes para não aglomerar com a turma da próxima aula
Sobre o Judô
O Judô é considerado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o esporte mais completo para crianças, pelas características de sua prática e filosofia. Segundo Júlio César Lana Jaques, “o esporte possibilita o desenvolvimento equilibrado tanto da aptidão física, quanto da inteligência e comportamento sócio afetivo."
Segundo ele, a prática de lutas, especialmente conduzida por professores com a formação adequada, possibilita o desenvolvimento da coordenação motora, da aptidão física geral. “Além disso, contribui para o equilíbrio emocional e o autocontrole. Esses fatores são fundamentais para prevenir comportamentos violentos, descontrolados, que podem gerar instabilidade nas relações sociais.”