Com aumento de 171% dos casos de COVID-19 só nos primeiros dias de janeiro em relação a todo o mês anterior, Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, acendeu o alerta. A prefeitura emitiu nota, nessa sexta-feira (14/1), pedindo que as medidas preventivas sejam seguidas e fazendo um apelo aos faltosos da vacina contra a doença.
Leia Mais
Meteoro: população relata sustos e desinformação após explosão no céuMeteoro, chuvas e ômicron: internautas lamentam acontecimentos em MGMeteoro explode no céu das regiões do Triângulo Mineiro e Alto ParanaíbaCOVID-19: BH inicia vacinação de crianças entre 5 e 11 anosUm dia após recorde, Minas tem mais 8,5 mil casos de COVID-19 em 24 horasEm dezembro, a cidade registrou 129 casos positivos do novo coronavírus. De 1º de janeiro até ontem, foram 350, segundo o painel da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). O número de óbitos continua estável, com um caso em cada um dos meses.
“Diante do aumento significativo dos números relacionados à pandemia em toda a região, e no município de Divinópolis, é preciso, novamente, de um esforço conjunto entre sociedade e poder público para frear esta crescente”, alerta a nota.
Os indicadores refletiram na pontuação da macrorregião Oeste, na qual Divinópolis está inserida. Ela passou de 0 para 8 na última semana. Já a microrregião saltou de 4 para 11 pontos em relação ao programa Minas Consciente, deixando-a a um ponto da onda amarela.
A cidade permanece na onda verde com risco de regredir nas flexibilizações das restrições. "Estamos no Minas Consciente e na medida que estes indicadores avançam há, sim, possibilidade de restrições", destaca a coordenadora da Vigilância Sanitária Érika Camargos. Mesmo com o risco, por enquanto não há nenhuma medida nova estabelecida.
Divinópolis contabiliza 22.334 casos confirmados de COVID-19 desde o início da pandemia – 662 pessoas perderam a vida em decorrência da doença.
Para Érika, o relaxamento das normas sanitárias somadas às festas de final de ano explicam o crescente número. “Já era de se prever”, afirma. Mas há outro agravante, a variante Ômicron.
“Ela tem um ritmo de contágio maior. Ao mesmo tempo, os estudos mostrarem que ela tem sintomas mais leves”, explica.
Resistência à vacina
A cidade também assiste à resistência de parte da população para a conclusão do ciclo vacinal: 12.711 pessoas ainda não apareceram para tomar a segunda dose. Outras 34.686 já poderiam ter tomado a dose reforço, mas ainda não foram a uma das unidades de saúde.
A imunização está sendo feita em 27 postos de saúde. Nos dois casos mencionados acima, não é necessário fazer o agendamento. A vacinação é feita das 8h às 16h.
Internações
Após atingir índices abaixo de 20% de ocupação hospitalar, as internações também aumentaram nas últimas semanas, ficando acima de 50%. Mesmo assim, a coordenadora de Vigilância em Saúde diz que, por enquanto, não há sobrecarga do sistema hospitalar. “Não está ocorrendo desassistência”, diz.
Ela destaca o impacto da vacinação nos indicadores hospitalares. "Na medida em que a vacinação foi avançando, vimos as internações e óbitos cairem. É importante que as pessoas continuem a imunização, que procurem uma das unidades de saúde", reforça.
Para se ter ideia, durante o pico da pandemia, em abril do ano passado, Divinópolis chegou a registrar número bem superior ao atual: 264 pacientes internados em tratamento contra doença.
Neste sábado (15/1), 53 pessoas estavam hospitalizadas – 23 nos Centros de Terapia Intensiva (CTI), sendo 14 moradores de Divinópolis. Outros 30 pacientes então em enfermaria.
*Amanda Quintiliano - Especial para o EM