
Além das prisões, 10 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na cidade durante a Hydra, como foi batizada a operação. As investigações tiveram início há cerca de um ano e, com o avanço dos trabalhos, a Polícia Civil representou à Justiça medidas cautelares de bloqueio de bens da quadrilha.
A Polícia Civil mineira apreendeu celulares, computadores, documentos, motocicletas, nove veículos de luxo, entre outros objetos.
“Os presos - cinco homens e uma mulher, entre 20 e 22 anos - foram conduzidos à sede da Delegacia Regional em Poços de Caldas para a formalização dos procedimentos. Em seguida, o grupo foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça”, esclarece a polícia.

Esquema criminoso
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos criavam sites anunciando a venda de produtos mediante dropshiping (metodologia de venda em que o lojista trabalha sem estoque), afirmando que as encomendas sairiam diretamente de fábricas da China, com destino à casa do consumidor.
“O prazo de entrega informado nos anúncios era de, aproximadamente, três meses. Quando os consumidores formalizavam reclamações pelo não recebimento das mercadorias, os envolvidos derrubavam o sítio eletrônico e criavam outros”, explicou.
Mais de 50 sites utilizados para o cometimento dos crimes foram identificados durante a investigação. Geralmente, os suspeitos anunciavam, a preços baixos, a venda de brinquedos, eletrônicos e produtos de pet shop.
“Investigações apontam que o dinheiro arrecadado com os crimes gerou um patrimônio milionário para os suspeitos. Somente com a compra e venda de carros de luxo, estima-se que os investigados tenham promovido a lavagem de dinheiro de um montante superior a R$ 3 milhões", diz a Polícia Civil.
"Para impulsionar os anúncios em redes sociais, a quadrilha teria gastado mais de R$ 100 mil”, encerra.
(Iago Almeida / Especial para o EM)