A campanha de vacinação contra a paralisia infantil, a poliomielite, foi prorrogada em Minas Gerais até 21 de outubro. O novo prazo divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde tem como objetivo atingir a meta de cobertura vacinal de 95% do público-alvo.
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As vacinas seguem disponíveis nos postos de saúde de todo o estado, e locais especiais de vacinação podem ser definidos pelas prefeituras.
A Secretaria de Estado de Saúde espera que com a prorrogação, as prefeituras e o estado consigam traçar estratégias para melhorar o índice de vacinação.
“Sensibilização dos profissionais, busca ativa das pessoas que não tomaram a vacina, acompanhamento rotineiro junto aos municípios, especialmente aqueles que não conseguiram atingir a meta, são algumas das ações que vamos promover para impedir a volta desse vírus tão devastador”, afirmou o secretário e médico Fábio Baccheretti.
Cobertura vacinal
A cobertura vacinal em Minas Gerais tem mostrado grandes desigualdades entre regiões. Apenas uma Unidade Regional de Saúde, a de Patos de Minas, alcançou a meta de 95% até o último prazo da campanha, em 30 de setembro. Outras ficaram em apenas 52%, como Juiz de Fora.
Paralisia infantil
A paralisia infantil (poliomielite ou pólio) é uma doença contagiosa causada por um vírus que infecta crianças e adultos. A doença pode ocasionar imobilidade ou enfraquecimento de braços, pernas ou ambos, deixando sequelas permanentes.
A pólio foi erradicada no Brasil – o último caso diagnosticado no nosso país ocorreu em 1989. A erradicação só foi possível graças à vacina, que se popularizou na figura do Zé Gotinha.
Apesar disso, a cobertura vacinal contra a poliomielite tem caído nos últimos anos. Isso fez com que o país fosse considerado recentemente pela Organização Panamericana de Saúde como de alto risco para reintrodução da poliomielite, ao lado da República Dominicana, Haiti e Peru.