
Ruan vai responder na Justiça como suspeito de atirar contra essas vítimas em Belo Horizonte, por motivo torpe, quando a razão é abjeta. Um jovem de 28 anos e uma adolescente de 12 morreram com os disparos. A pena pode chegar a 20 anos de reclusão.
De acordo com o MPMG, Ruan "matou e tentou matar porque não concordava com a posição política" das vítimas. O suspeito foi notificado e tem até o próximo dia 26 para se manifestar nos autos da justiça.
Segundo o G1, a denúncia que tornou o suspeito réu teve como base as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que chegou a indiciá-lo pelos mesmos crimes.
Relembre o caso
O tiroteio aconteceu na noite do dia 30 de outubro, no bairro Nova Cintra, Região Oeste de Belo Horizonte, logo após o segundo turno das Eleições de 2022.
Ruan Nilton disse aos militares que, ao sair de casa, viu as pessoas na rua e atirou aleatoriamente. Com o tiroteio, ele atingiu uma mulher de 47 anos e outra de 40 anos. As vítimas foram encaminhadas para a UPA Oeste.
Ainda segundo a PM, o homem correu pelo beco chegando na Avenida Tereza Cristina, quando avistou uma garagem com pessoas comemorando e festejando. O suspeito disparou novamente contra as pessoas que estavam no local.
Os tiros atingiram Pedro Henrique Dias Soares, de 28 anos, uma mulher de 47 anos e uma criança, de 12. Todos foram encaminhados para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, mas não resistiram.
A família de Pedro Henrique, que estava na garagem onde o jovem foi atingido, afirmou que ele estava cantando "é Lula, é Lula" após o resultado do 2º turno e que o suspeito "chegou atirando".