
Apesar de as mortes terem acontecido em horários muito próximos uma da outra, conforme a administração do local, elas não tiveram relação. Em entrevista ao Estado de Minas, Rayssa Guimarães de Oliveira, enfermeira e responsável técnica da instituição, explicou que uma das hóspedes já acordou passando mal e, logo após, uma das cuidadoras percebeu que outra idosa também não estava bem.
A instituição, por orientação da médica que trabalha no local, e do plano de saúde de uma das idosas, acionou a perícia da Polícia Civil, para que os corpos fossem encaminhados para o IML.
“A gente acionou o Samu, e enquanto eles ainda estavam aqui a outra idosa faleceu. Eles não quiseram atestar o óbito, nisso nós ligamos para o plano de saúde de uma delas e explicamos a situação. Eles nos informaram que isso era de praxe e recomendaram que a gente acionasse a perícia, para respaldar a instituição e as famílias. E foi o que nós fizemos”, explica Rayssa.

“Elas estavam bem, nas condições de cada uma. As famílias vieram nos visitar no fim de semana. Graças a Deus nós temos um convívio muito bom com eles, nós temos uma comunicação boa. Os parentes agradeceram, falaram que por eles não tinham dúvida nenhuma que elas foram bem cuidadas”, desabafa.
A reportagem procurou a Prefeitura de Belo Horizonte para saber o motivo da equipe médica não ter atestado o óbito das mulheres. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o Samu não emite declarações de óbito em mortes por causas externas, como traumas ou acidente, nem em situações que não seja possível constatar as causas clínicas. “Nesses casos, as ocorrências ficam sob responsabilidade do Instituto Médico Legal”, afirmou a pasta.