O Panamá aderiu ao Grupo de Contato Internacional, uma iniciativa impulsionada pela União Europeia (UE) para buscar uma saída negociada à crise atravessada pela Venezuela, informou nesta segunda-feira (22) o chanceler panamenho, Alejandro Ferrer.
Segundo ele, essa organização "anunciou a entrada" do Panamá e destacou o "papel positivo" que o país centro-americano pode desempenhar como "facilitador do diálogo", segundo comunicado da Chancelaria panamenha.
Contudo, o Panamá continua a pertencer ao Grupo de Lima, que não reconhece o governo de Nicolás Maduro.
A UE lançou em fevereiro o Grupo de Contato Internacional, iniciativa que defende a celebração de eleições presidenciais "livres e justas" na Venezuela.
Em um comunicado, o Grupo afirmou que a incorporação do Panamá é "mais uma evidência do crescente consenso internacional sobre a necessidade de buscar uma solução pacífica" para a crise venezuelana.
Essa é a "única via" para sair da situação, que afeta "muitos países da região", segundo o grupo.
Ele também é integrado por Bolívia, Costa Rica, Equador, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido, Uruguai e a própria UE.
O presidente do Panamá, Laurentino Cortizo, que chegou ao poder em 1 de julho, ofereceu a mediação de seu país para o governo e a oposição venezuelanos chegarem a um acordo até o fim do ano.Ele aposta em uma solução negociada que inclua um governo provisório e rejeita uma hipotética invasão militar para derrubar Maduro.
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