O estado de Rondônia, na Região Norte do Brasil, enfrenta os efeitos do avanço do novo coronavírus. O estado precisa lidar com o estrangulamento do sistema de saúde: a ocupação de UTIs está em 100% há mais de um mês e, agora, a fila de espera por leitos sobe diariamente. Segundo o último boletim do estado, divulgado nessa sexta-feira (27), há 56 pacientes aguardando internação
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COVID-19: confira a situação do sistema de saúde de cada estadoBrasil tem 3% da população vacinada contra o coronavírus'Teremos semanas terríveis no Brasil', diz Drauzio VarellaPelas redes sociais do poder Executivo do estado, o governador, Coronel Marcos Rocha (sem partido), detalhou a situação.
“Outros estados também estão passando pela mesma dificuldade (falta de leitos). Por conta disso, está cada vez mais difícil transferir pacientes daqui para esses outros lugares”, desabafou.
Fernando Máximo pediu que a população evite confraternizações e encontros. “Meu recado é para você que aglomera, que está fazendo festinha e que não está usando máscara. (Que frequenta) reuniãozinha e bebedeiras. Não temos leitos de UTI para sua mãe, seu pai, seu tio, seu filho e sua namorada”.
Rondônia soma 147.377 casos de COVID-19. Atualmente, há 687 infectados internados em todos os hospitais do estado — inclusive na rede particular. A subida vertiginosa de registros tem causado apreensão: em 20 dias, terminados nessa sexta, foram contabilizadas 16.256 confirmações.
Restrições endurecidas
Nessa sexta, o governo aumentou as medidas impostas em face da pandemia. Agora, todas as cidades de Rondônia estão na fase vermelha, a mais restritivas. Marcos Rocha alertou para casos de pacientes morrendo por desassistência.
“Você já viu como é uma pessoa morrendo por não conseguir respirar? Por não conseguir puxar o ar e não ter equipamento para atender? Nossos médicos e profissionais de saúde têm visto isso quase todos os dias — e têm sofrido”, disparou.