
Entre as vítimas, havia pacientes com deficiência intelectual, cadeirante, autista e alguns dependentes químicos. As investigações mostram que os pacientes foram levados à clínica ilegal de forma involuntária. No local, eles eram confinados mediante pagamento de, no mínimo, um salário mínimo por mês.
Segundo a polícia, vários apresentavam lesões graves, desnutrição e confusão mental compatível com sedação.
Prisões
Além do resgate das vítimas, a Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante um casal proprietário da clínica clandestina, além de quatro funcionários que agrediam fisicamente as vítimas, na tentativa de contê-los.
Todos responderão pela lei de tortura e por cárcere privado qualificado. Eles foram recolhidos na cadeia pública, com exceção de um, que fugiu durante a diligência e segue sendo procurado.
Acolhimento das vítimas
De acordo com a polícia, as vítimas foram acolhidas pelos serviços de saúde mental e assistência social da Prefeitura de Anápolis, onde passaram a madrugada desta quarta-feira (30/8) recebendo alimentação, higiene e primeiros socorros no estádio da cidade, local em que foi montado uma força-tarefa para recebê-los.