Braga disse, ainda, que procurará Blairo Maggi para uma conversa. Segundo ele, o líder do PR "não deixou portas fechadas" para uma retomada das negociações sobre um eventual espaço do partido na Esplanada dos Ministérios. Essa é a maior reclamação da bancada rebelada. Maggi lembrou hoje que o PR conversou por nove meses com o governo, depois de perder o Ministério dos Transportes, sem qualquer retorno.
Tido por adversários como uma pessoa autoritária, o novo líder do governo deixou claro que sempre foi "firme e duro" em suas conversas. Entretanto, destacou que sabe ser humilde e pedir desculpas. "Tenho consciência das minhas limitações, mas também sei dizer não". Eduardo Braga disse que no exercício da função de líder pretende agir com total lealdade para com a presidenta Dilma Rousseff.
Sobre as relações entre o PMDB e o PT, os dois maiores partidos aliados do governo no Congresso, o parlamentar reconheceu que jamais haverá total alinhamento de posições. Ele comparou as relações partidárias com o relacionamento de marido e mulher, quando nem sempre ambos comungam do mesmo pensamento. Entre os peemdebistas, Braga disse que existe um movimento de pacificação interna em andamento. "O PMDB tem grande responsabilidade no governo e na governabilidade. Somos governo, temos o cargo de vice-presidente ocupado por Michel Temer".