"Há uma percepção popular de que a inflação está voltando. E isso já é sentido no supermercado e no custo de vida das pessoas o que leva a uma avaliação negativa. De resto, saúde e educação continuam tudo do mesmo jeito", disse Agripino. "O grande ganho que a população herdou do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que era o controle da inflação, a sociedade está percebendo que acabou. E com os juros altos, todo mundo está vendo que as prestações subiram.
Para Carlos Zarattini, outro fator leva a população a reduzir a nota da presidente Dilma Rousseff. "Existe uma ofensiva de interesses econômicos, na mídia, para fazer o governo mudar a sua política econômica, sempre propagando notícias pessimistas. E isso influencia a população. Acho que a maior causa da pequena queda na pesquisa é um noticiário violentamente pessimista contra o governo, que acaba repercutindo no humor da população. É uma ofensiva de forças econômicas que querem mudar políticas do governo e se esforçam para ter um clima pessimista."
Para Zarattini, a queda na popularidade da presidente não deverá influenciar na eleição presidencial de outubro. "Estamos sempre atentos a todas as pesquisas. A Dilma e o PT têm uma ampla base de apoio na população trabalhadora, que não vem sofrendo desgaste, mas sim repercutindo nos índices de emprego e de distribuição de renda. Essa base é muito firme e garante as condições de disputarmos com condições de vitória", disse o deputado petista. "Toda pesquisa nos faz refletir, mas esta é uma pesquisa que foi influenciada por este noticiário muito forte e os governo não teve as mesmas condições de responder. O governo tem sido massacrado pela mídia", acusou Zarattini..