Brasília – Depois de 37 dias de investigações, uma comissão de sindicância criada pelo Senado arquivou processo que apurava a denúncia da revista Veja de que depoimentos da CPI da Petrobras tinham sido previamente combinados, inclusive com o conhecimento de funcionários do Palácio do Planalto. Segundo nota divulgada pelo Senado, a comissão concluiu que não houve vazamento de informações que estavam sob a responsabilidade da CPI, e que os servidores da Casa não cometeram irregularidades. A Diretoria-Geral do Senado acatou a conclusão da sindicância. A comissão apenas teve poder de investigar servidores, mas não a participação de senadores citados nas denúncias, como o relator, José Pimentel (PT-CE), e Delcídio Amaral (PT-MS).
A investigação foi pedida pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), depois de pressão do presidente da CPI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). “Ao término das investigações, a comissão, composta por servidores com notável formação acadêmica e experiência profissional, concluiu que não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos que seriam formulados aos depoentes e manifestou-se pelo arquivamento do processo”, diz a nota.
Segundo o Senado, nos 37 dias de trabalho, a sindicância tomou 14 depoimentos, investigou as caixas de correio eletrônico dos envolvidos, verificou o controle de acesso aos arquivos eletrônicos confidenciais, examinou os documentos utilizados como subsídio das reuniões da CPI e analisou os vídeos dos depoimentos, por diferentes câmeras, assim como o vídeo que fundamentou a denúncia.