"Conforme orientação de meus advogados, vou ficar em silêncio", avisou Auler. "Comunico respeitosamente que ficarei em silêncio seguindo a orientação dos meus advogados", repetiu Léo Pinheiro. Os executivos seriam ouvidos na condição de investigados.
A CPI ainda ofereceu a opção de fechar a reunião para ouvi-los, mas ambos mantiveram a decisão de não falar aos deputados. O procedimento é o mesmo adotado pelo ex-vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, em depoimento na semana passada. "Os que fizeram delação têm obrigação de falar, os que não fizeram não", explicou o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB) aos parlamentares revoltados com a dispensa dos depoentes. Motta argumentou que seria improdutivo mantê-los na sessão sem que respondessem às indagações dos membros da comissão.
Arrependimento
Durou quatro horas o depoimento do ex-vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite à CPI, o único que prestou esclarecimentos hoje aos deputados. O executivo revelou que ouviu Ricardo Pessoa (da UTC) e Márcio Faria (da Odebrecht) reclamando dos recursos repassados ao esquema de corrupção.
Ao final, Leite voltou a falar em arrependimento e disse acreditar na Justiça brasileira porque está "sofrendo com ela". "Meu principal lamento foi não ter feito outra escolha", disse..