Para Amaral, este "novo golpe" constitui-se de ações aparentemente isoladas, mas que são planejadas, e é articulado por setores do empresariado, da alta burocracia estatal, do Judiciário e da grande imprensa.
Amaral participa nesta sexta-feira, 18, do ato em defesa da presidente Dilma na Praça XV, centro do Rio, convocado pela Frente Brasil Popular, grupo formado por movimentos sociais, o PT e o PC do B. Ele considera a situação atual "grave", porque, segundo ele, setores do Judiciário funcionavam como garantia de direitos mínimos mesmo na época da ditadura militar.
Ato
Manifestantes que apoiam o governo da presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se aglomeram desde o início da tarde desta sexta, em frente à Praça XV.
Por volta das 15h30, manifestantes escreviam em cartazes. O policiamento está reforçado na área. A reportagem contou nove carros e um micro-ônibus da Polícia Militar estacionados na Rua Primeiro de Março, ao lado da praça. Segundo Ricardo Pinheiro, vice presidente do diretório estadual do PT no Rio, a expectativa é que o evento "político cultural" atraia muita gente.
O evento também contará com shows. Segundo a página do Facebook criada para o evento, são esperadas participações de músicos como Otto, Moacyr Luz e Pedro Luís. O vice-presidente do diretório do PT no Rio informou também que a organização do evento fretou ônibus para trazer manifestantes de regiões mais distantes, mas não precisou quantos. Até o meio da tarde, o clima era de tranquilidade, sem registros de incidentes. Mas há a expectativa de que haja um ato a favor do impeachment na Cinelândia, a poucas quadras da Praça XV..