A falta de um líder do governo e as desavenças entre os vereadores da base aliada e os que se intitulam independentes continua atrasando os trabalhos na Câmara Municipal de Belo Horizonte, que segue em uma espécie de greve branca.
O acordo para votar os vetos e limpar a pauta para a chegada no parlamento do projeto do que institui a reforma administrativa foi combinado em uma reunião, quinta-feira passada, entre o prefeito Alexandre Kalil (PHS) e um grupo de vereadores. No entanto, só dois foram votados e outros sete seguem na pauta.
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Um dos motivos do descontentamento dos vereadores com o prefeito são as nomeações para cargos comissionados. A prefeitura estaria dificultando essas indicações, causando a revolta de parte dos vereadores interessados em emplacar aliados no governo. Outra disputa envolve a indicação de quem será o novo líder do governo.
O mais cotado é Leo Burguês (PSL), mas também está no páreo o vereador Juliano Lopes (PTC). Uma solução para esse impasse que está sendo cogitada é a indicação de Lopes como vice-líder, de modo a contemplar os grupos que se dividem. No entanto, a expectativa é que essa indicação fique para o mês que vem, já que as sessões da Câmara se encerram na primeira quinzena. Até a primeira quinzena de abril, o prefeito teria mais tempo para aparar arestas e emplacar Burguês.
Durante a sessão, alguns vereadores chegaram a cobrar a retomada das votações dos vetos para limpar a pauta e passar a votar projetos já em andamento e de interesse e autoria dos próprios parlamentares.