
A dupla é acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Nuzman ainda é acusado de intermediar a compra de votos para que integrantes do Comitê Olímpíco Internacional (COI) elegessem o Rio de Janeiro como sede da Olimpíada realizada no ano passado. A prisão dele foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. A alegação é que, no mês passado, ele teria tentado ocultar bens – logo depois de a PF ter cumprido um mandado de busca na casa de Nuzman.
A operação desta quinta-feira é um desdobramento da Unfair Play – expressão que no esporte signfica “jogo sujo”. Esta foi mais uma etapa da Operação Lava-Jato.
De acordo com a PF, o esquema de corrupção envolve ainda o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral – que está preso desde novembro do ano passado. Em junho, Cabral foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva, ao pedir e receber vantagem indevida no contrato de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e outros 12 crimes de lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que Nuzman e Gryner foram os agentes responsáveis por fazer a ligação entre o esquema de propinas de Cabral e membros africanos do COI, por meio do empresário Arthur Soares.
A Polícia Federal marcou para as 11h desta quinta-feira uma entrevista coletiva para explicar a operação.
(Com agências)
