O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira que irá ampliar para 22,9 milhões o número de testes que serão distribuídos para diagnosticar a Covid-19. Trata-se de um aumento significativo, já que, até o momento, o governo havia disponibilizado 32.576 testes para os estados.
Segundo o Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, a prioridade é examinar profissionais das áreas de saúde e segurança. Ainda segundo ele, a meta e chegar a, aproximadamente, 40 mil testes realizados por dia, contando com estruturas de entidades como a Fiocruz. Atualmente, a capacidade é de 6.700 exames diários.
Além da aquisição de testes e máquinas pelo Ministério, o governo federal contará, ainda, com parcerias público-privadas e doações.
Dois tipos de testes
Wanderson Oliveira explicou que o ministério trabalha com uma estratégia combinada, para identificar número maior de casos e aumentar precisão das medidas de isolamento no país. Para isso, serão distribuídos dois tipos diferentes de testes.
“O RT-PCR é um teste molecular que detecta o vírus na amostra, nos primeiros dias da doença. Depende de uma máquina. Colhe-se uma amostra do nariz ou da garganta e se envia para um laboratório. Já é utilizado há muitos anos no Brasil”, disse o secretário.
Além do exame realizado em laboratório, há também o teste rápido. “É feito na ponta do dedo, uma gotinha, para verificar os anticorpos, para saber se houve contato com o vírus e, assim, tomar medidas de vigilância. Parece uma glicemia, mas tem limitações. É utilizado na triagem”, completou.
Coronavírus no Brasil
O Brasil já registra 2.201 casos confirmados da Covid-19 e 46 mortos pela doença (40 em São Paulo e seis no Rio de Janeiro).
A Região Sudeste é a que apresenta o maior número de infecções, registrando 1.278, 58,1% do total. São Paulo é o estado que tem a situação mais crítica, com 810 casos. O Rio de Janeiro tem 305, seguido de Minas, com 130, e o Espírito Santo, com 33.