Diante de uma vacinação contra a COVID-19 considerada lenta pelos especialistas, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, justificou a falta de imunizantes disponíveis no Brasil em razão da carência de vacinas no mercado internacional.
Durante coletiva de imprensa, realizada após visita às instalações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Queiroga afirmou que o Ministério da Saúde não tem “vara de condão” para resolver os problemas da falta de vacinas nos estados e municípios brasileiros, que chegaram a paralisar a imunização contra a COVID-19.
“O Ministério (da Saúde) não tem vara de condão para resolver todos os problemas. A gente trabalha todos os dias para trazer alternativas para a população brasileira. [...] Se eventualmente há um problema com um município, é porque essa logística precisa ser melhor coordenada. Não é só o Ministério da Saúde. A pasta atua em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde”, afirmou, em resposta sobre a paralisação da imunização em Curitiba e em Goiânia.
Na fala de abertura, antes de ouvir as perguntas dos jornalistas, o ministro reconheceu que o país pode avançar mais na vacinação, mas ponderou que, para isso, precisa de mais vacinas. “Há uma carência de vacinas no mercado internacional”, afirmou.
Para exemplificar a falta de vacinas no cenário mundial, Queiroga citou o atraso nas entregas dos imunizantes aos países que aderiram à iniciativa Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O governo fez uma parceria com a OMS, através da Covax Facility, e nós, em outubro, alocamos 150 milhões de dólares para ter uma cobertura de 10% da população. E há atrasos lá na entrega dessas vacinas porque é um problema mundial. Isso não é algo só do Brasil”, disse.
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Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil
- Oxford/Astrazeneca
Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
- CoronaVac/Butantan
Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.
- Janssen
A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.
- Pfizer
A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.
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Como funciona o 'passaporte de vacinação'?
Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.
Quais os sintomas do coronavírus?
Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:
- Febre
- Tosse
- Falta de ar e dificuldade para respirar
- Problemas gástricos
- Diarreia
Em casos graves, as vítimas apresentam
- Pneumonia
- Síndrome respiratória aguda severa
- Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.
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