Depois de participar de motociata em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, neste sábado (10/7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou novamente o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citando bandeiras do ministro que, para Bolsonaro, incluem uma lei que "beira a pedofilia".
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Bolsonaro: 'não posso, ao chegar qualquer coisa pra mim, tomar providência'Poderes reagem à ameaça de Bolsonaro às eleiçõesBolsonaro diz não abrir mão da democracia e critica quem pensa o contrárioCozinheiro é preso após reclamar de precisar cozinhar para Bolsonaro no RSFlávio Bolsonaro se empenha em influenciar eleição da OAB, segundo revistaMulher é presa por bater panela em protesto contra motociata de Bolsonaro54% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de BolsonaroO presidente já havia defendido a volta do voto impresso e assim o fez novamente neste sábado, comentando a pesquisa DataFolha, que aponta o ex-presidente Lula à frente na corrida eleitoral do ano que vem. "Aquele de nove dedos tem 60%, segundo o DataFolha, vamos fazer o voto impresso e auditável da deputada Bia Kicis, que está aqui, para ver se ele ganha realmente no primeiro turno", afirmou.
Barroso foi novamente alvo de ataques do presidente, que reforçou mais uma vez o discurso da 'roubalheira', ao defender o voto impresso. "O que o Barroso quer, o ministro do STF, é a volta da roubalheira, a volta da impunidade através da fraude eleitoral. (...) Não adianta querer me ameaçar, porque ele não tem moral para mover um processo contra um batedor de carteira, esse ministro", alfinetou.
O presidente defendeu mais uma vez o uso da cloroquina em seu discurso, falando do estado de saúde de um dos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "Tem agora um elemento, um senador da CPI que está com COVID, quero saber se ele vai ficar em casa ou se vai tomar cloroquina", disse Bolsonaro, sem citar o nome do senador.