Vittorio Medioli, prefeito de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, anunciou a saída do Partido Social Democrático (PSD). A desfiliação foi oficializada nesta quarta-feira (28/7).
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Em 2020, Medioli encabeçou ampla coligação composta por partidos como Cidadania, Avante, PCdoB, Republicanos, DEM e PSL. Antes de disputar eleições por PHS e PSD, ele concorreu a vice-prefeito de Betim em 2008, pelo PV.
Entre 2018 e 2019, Medioli compôs os quadros do Podemos, presidindo o diretório estadual.
PSD trabalha por Kalil em MG e Pacheco no Planalto
O presidente estadual do PSD é Alexandre Silveira, suplente do correligionário Antonio Anastasia no Senado. O líder nacional da legenda é Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo. Na semana passada, ao Estado de Minas, Kassab afirmou que o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), é o "plano A, B e C" dos pessedistas para concorrer à presidência da República.
Na eleição para governador mineiro, o PSD trabalha com a hipótese de lançar Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte. Se quiser disputar o pleito, ele terá apoio do partido para alavancar uma chapa.
Quem também é filiado ao PSD é Carlos Viana, outro senador por Minas Gerais. Apesar disso, como mostrou o EM no mês passado, o parlamentar pode mudar de partido. Ele tem sido cortejado por outras legendas como eventual candidato ao Palácio Tiradentes.
Silveira diz que PSD e Medioli continuam em 'sinergia'
Alexandre Silveira afirmou ter acatado com "tristeza" a desfiliação solicitada por Medioli. Apesar do encerramento do vínculo formal, o dirigente disse que o prefeito betinense e o PSD continuarão com ideais semelhantes.
"Tenho convicção que os destinos do PSD, que caminha a passos largos para ser o maior partido do Brasil, e do amigo Vittorio continuarão em sinergia", assinalou.