
Desde abril, Zema estava sem uma coalizão formal na Assembleia Legislativa. O grupo foi extinto por não ter número mínimo de componentes - para existir, um bloco parlamentar precisa ter a adesão de ao menos 16 dos 77 parlamentares. Ontem, no entanto, o grupo foi recriado com a participação de, justamente, 16 deputados.
A base do governo estadual no Parlamento é composta por representantes de nove partidos: além do Novo e do PP, o cordão tem PSDB, PMN, PSC, Avante, Solidariedade, Podemos e União Brasil. O Patriota, embora tenha em seus quadros o líder de governo, compõe o bloco de orientação independente a Zema.
"Não é segredo para ninguém - muito pelo contrário - meu alinhamento e apoio ao governo Zema. Um governo sério e eficiente, composto por secretários extremamente dedicados", disse Zé Guilherme, ao assumir a liderança da coalizão governista.
O parlamentar do PP é pai do deputado federal Marcelo Aro, muito próximo a Zema e responsável formal por encabeçar os diálogos do governo mineiro com o Congresso Nacional. Aro está, inclusive, na lista de cotados para a vaga de vice-candidato na chapa que tentará a reeleição.
O Cidadania, outra das legendas aventadas a fornecer o vice de Zema, por meio do jornalista Eduardo Costa, já havia acertado a permanência no bloco independente. Mesmo estando federada aos tucanos, a sigla não pode compor a base aliada oficial.
Novo líder diz ter 'trato ameno'
Deputado de primeiro mandato, Zé Guilherme é um dos parlamentares mais fiéis a Zema. Ele integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a gestão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e, por reiteradas vezes, defendeu o Palácio Tiradentes.
"Sou um homem realista, de convicções, de trato ameno. Por vezes, costumo ouvir mais do que falar. Mas estou e estarei sempre atento e disposto a enfrentar as batalhas que a política e a vida nos impõem", afirmou ele, hoje.
O bloco governista leva o nome do ex-deputado Luiz Humberto Carneiro, do PSDB. Primeiro líder de Zema na Assembleia, o tucano morreu no ano passado, em decorrência da COVID-19.
A coalizão deixou de existir por alguns meses porque Neilando Pimenta deixou o Podemos e se filiou ao PSB, partido da oposição. A solução para contornar a situação foi inserir, no bloco governista, o União Brasil, partido que passou a existir oficialmente neste ano, após a fusão entre DEM e PSL.