Bolsonaro durante culto em BH: 'A função que ocupo é uma missão de Deus'
O presidente e a primeira-dama Michelle Bolsonaro participam da celebração de 50 anos de ministério do pastor Márcio Valadão, na Igreja Batista da Lagoinha
O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do candidato ao governo de Minas pelo PL, Carlos Viana, na Igreja Batista da Lagoinha, em BH (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Ajoelhado no altar ao lado da primeira dama, Michelle Bolsonaro, o presidente derramou lágrimas e economizou palavras.
Disse que desde que assumiu a presidência tem recebido repetidamente três incentivos: “A função que ocupo é uma missão de Deus e, nesse tempo, três frases têm sido ditas a mim pelo povo: não desista; Deus te abençoe; estamos orando por você”, disse o presidente. LEIA TAMBÉM: Michelle Bolsonaro: Planalto foi consagrado a demônios e hoje, a Jesus
Indiretamente, declarou que sua reeleição seria o caminho para o Brasil dando a entender que outras candidaturas representam perigo. “Sabemos o que está em jogo. Sabemos o que queremos para o nosso país e não precisamos de errar”, disse Bolsonaro.
Igreja Batista da Lagoinha lotada
Desde cedo, seis quarteirões que levavam ao templo foram tomados por fiéis que levavam bíblias e também camisas da Seleção Brasileira de futebol que têm sido a marca dos apoiadores do presidente. O culto foi marcado para 10h.
Michelle e o candidato a governador de Minas Gerais, senador Carlos Viana (PL), que são evangélicos, louvaram e cantaram desde o início, ao passo que Bolsonaro, católico, se manteve silencioso e formal, não deixando de aplaudir às pregações e de sorrir também em alguns momentos.
O presidente Jair Bolsonaro, entre a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o senador Carlos Viana, candidato ao governo de Minas pelo PL (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Os pastores pediram aos fiéis que formassem pequenos grupos de orações para agradecer pelos 50 anos de ministério da Igreja Batista da Lagoinha.
Nesse momento, o presidente, a primeira-dama, o senador e dois pastores se fecharam em um pequeno círculo para rezar de mãos dadas, recebendo bênçãos pelas mãos espalmadas das pessoas à sua volta.
No interior completamente tomado da igreja, Bolsonaro foi saudado aos gritos de “mito”, como seus apoiadores costumam se referir a ele. Após 45 minutos de comemorações e orações, o presidente e a primeira-dama foram chamados ao altar.
Michele disse que era pequena e que assistia às celebrações da Igreja da Lagoinha pela televisão e mais uma vez disse que a disputa política no Brasil seria uma luta maniqueísta.
“Um momento muito bom saber que a nossa esperança está em Jesus, não tem sido fácil é uma guerra do bem contra o mal mas nós vamos vencer. A nossa nação é rica e próspera, só foi mal administrada, mas o senhor viu graças em nós, não queremos projeto de poder, pagamos às vezes com a própria vida como tentaram matar o meu marido”, disse.