“Este bandido tinha que ser fuzilado a exemplo de outros que deveriam ter o mesmo fim”, comentou o conselheiro, em mensagens obtidas pelo Blog da Malu Gaspar, no jornal O Globo.
Após o comentário de Eliseu, William Santos, diretor de inclusão da OAB do estado, pediu ironicamente que ele fizesse um vídeo público no qual divulgue e defenda a ideia de fuzilamento do candidato petista. A recomendação veio comparada com o exemplo da, agora, ex-vice-presidente da OAB Mulher de Uberlândia, Flavia Moraes.
A advogada disse, em vídeo postado no seu Instagram, que as pessoas de outras regiões devem boicotar o turismo ao Nordeste por ter sido o local onde o Lula recebeu maior porcentagem de votos. Segundo Flavia, ela "não vai mais alimentar quem vive de migalhas".
A Defensoria Pública no Triângulo Mineiro moveu uma ação pública contra a advogada por dano moral coletivo.
No grupo, o presidente da seccional da OAB de Minas e administrador do grupo, Sérgio Leonardo, proibiu novas mensagens e pediu: "Evitemos discussões políticas neste grupo. Não agrega. Temos um compromisso maior com a advocacia mineira".
Eliseu Marques desligou a ligação feita pela Coluna da Malu Gaspar ao ser questionado sobre o teor da mensagem.
“Que mensagem que eu escrevi? Não tenho manifestação nenhuma, não”, disse antes de encerrar a chamada.
Em nota, a seccional mineira da OAB afirma que "mais uma vez nesta semana, foi surpreendida com um pronunciamento que requer firme posicionamento institucional.
Há pouco, lamentavelmente, houve o vazamento de uma mensagem do grupo privado de conselheiros estaduais.
A OAB-MG destaca que o conteúdo desta mensagem não é compatível com os princípios e os valores que a instituição defende. Por isso, providências serão tomadas para apuração da conduta do conselheiro no âmbito ético disciplinar.
A OAB mineira ressalta que não admite qualquer atitude que contenha discriminação, preconceito, incitação a violência ou discurso de ódio. A gestão 2022/2024 da OAB-MG trabalha para inovar, incluir e avançar e seguirá dedicada para que não haja retrocessos civilizatórios na sociedade brasileira."