Um ônibus de Araxá, fretado de forma particular para ir até Brasília (DF) no último domingo (8/1), foi apreendido com 43 pessoas.
O veículo está na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília (DF), onde os supostos golpistas de Araxá fazem parte dos cerca de 1,5 mil detidos após os atos de terrorismo na capital. Eles ainda seriam submetidos às oitivas.
Leia Mais
Dois dias depois da invasão, Flávio Bolsonaro defende o pai no SenadoCarlos Viana vota contra intervenção federal no DF: 'Situação sob controle'Eduardo Bolsonaro publica vídeo de idosa presa: 'Seria uma terrorista?'Cidadania pede expulsão de vereador de Betim que esteve em ato golpistaGoverno federal aciona STF por novas ameaças terroristas, diz colunistaJovem Pan afasta comentaristas Constantino, Figueiredo e MartínezTerrorismo em Brasília: UFMG é criticada por abrir ouvidoria de denúnciasO veículo fretado aguarda os procedimentos da PF para ser liberado à empresa.
O Ministério da Justiça criou o e-mail denuncia@mj.gov.br para receber informações sobre os atos de vandalismo que aconteceram em Brasília. A pasta já recebeu mais de 13 mil denúncias.
Flávio Dino, ministro da Justiça do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que um dos principais objetivos das apreensões é identificar os financiadores que locaram os veículos utilizados nos atos antidemocráticos na capital federal.
Entenda o caso
Cerca de 4 mil apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estiveram em Brasília nesse domingo (8/1). A multidão de verde e amarelo furou o bloqueio de policiais e correu rumo ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal.
Os vândalos quebraram vidraças, mobílias e equipamentos como computadores, impressoras, televisores e câmeras. Nem mesmo um quadro de autoria do pintor Di Cavalcanti e um vitral da artista plástica Marianne Peretti escaparam da ação. Vídeos dos próprios presentes no tumulto mostraram os rastros de destruição ao patrimônio público.
Os eleitores extremistas de Bolsonaro não aceitam a vitória de Lula na votação do dia 30 de outubro de 2022 e pedem intervenção do Exército na política brasileira.
Para garantir o respeito à democracia e à lei, Lula decretou intervenção federal nas forças de segurança de Brasília até o dia 31 de janeiro. Por sua vez, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o afastamento por 90 dias do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).