LGBTQIA+, sem terra e negros: o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem cumprindo uma promessa de campanha de pluralidade nos ministérios. Com pastas mais diversas, o presidente vem trabalhando para a promoção dos direitos de minorias, ignorado pelos governos anteriores.
Entre os nomes, estão Kelli Cristiane de Oliveira Mafort, que é uma das coordenadoras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ela foi nomeada para ocupar um cargo na Secretaria-Geral da Presidência. Kelli vai exercer a função de secretária nacional dos Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas. E será subordinada ao ministro Márcio Macêdo.
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Também baseado na pluralidade, a indicação do ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social, Paulo Pimenta, que escolheu a drag queen Ruth Venceremos como assessora de diversidade e participação social, vem repercutindo nas redes sociais.
Militante do MST e defensora das pautas dos movimentos LGBTQIA e negra, Ruth é pedagoga, mestre em educação pela Unicamp e primeira suplente de deputada federal pelo PT do Distrito Federal.
Além delas, Symmy Larratt, mulher trans, é a nova secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Paraense, ela é a atual presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). Anteriormente, foi gestora de políticas para o setor no governo Dilma Rousseff (PT).
Posse
A inclusão é a base do governo Lula. O presidente deixou claro suas intenções durante a posse.
A faixa presidencial foi passada a Lula por uma uma mulher negra e catadora cooperativista. É a primeira vez na história do Brasil que o fato ocorre.
Antes do artefato chegar ao petista, na tarde deste domingo (1º/1), a faixa foi passada pela mão de outros sete representantes da sociedade: um menino preto, um homem com deficiência, um metalúrgico, um professor, uma cozinheira, um artesão ativista e um cacique indígena.