
A secretária era chefiada pelo ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, mas no dia dos ataques às sedes dos Três Poderes ela estava sob responsabilidade de Fernando de Sousa Oliveira, já que Torres estava em viagem para os Estados Unidos.
Segundo Naime, no dia 7 de janeiro, às 10h, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já informava que haveria invasão nos prédios públicos. “Se essa informação chegou ao nível de secretário e comandante-geral (da PM do DF), eles não tomaram as providências. Minimamente a gestão de crise tinha que ter sido acionada”, disse.
O PM ainda ressaltou que o secretário passou aquela tarde informando ao governador Ibaneis Rocha que estava tudo bem. “Causa estranheza ter uma informação precisa às 10h da Abin e o secretário sequer acionou o gabinete de gestão de crise”, destacou Naime, preso em fevereiro pela Operação Lesa Pátria da Polícia Federal (PF)
Atestado
Pela manhã, Jorge Naime chegou a apresentar um atestado médico à CPMI, alegando um quadro depressivo. No entanto, ele passou por uma avaliação da junta médica do Senado, e decidiu prestar seu depoimento.
“Mas eu já havia sido conduzido para o Congresso, já estava aqui, já havia sido alterada minha rotina e como não tenho nada que não possa declarar perante a essa comissão, eu espontaneamente decidi vir, mesmo não estando na minha melhor performance emocional”, justificou.