
“O processo não pode ser apenas um processo de governo, ele precisa ser um processo que a sociedade reconheça também como válido”, disse Padovan sobre a inclusão da sociedade civil no projeto de integração do continente. A embaixadora explicou que o Mercosul realiza diálogos com a República Dominicana e El Salvador, e está em processo de implementação com Chile e Colômbia. A Bolívia está em fase de adesão ao bloco.
De acordo com o Itamaraty, as principais negociações extrarregionais na agenda do Mercosul são o acordo Mercosul-União Europeia; Mercosul-AELC (Associação Europeia de Livre Comércio) grupo de países europeus que não são parte da União Europeia - formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein; e negociações com Singapura, Canadá, Indonésia e Vietnã.
Segundo Padovan, as tratativas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia não devem fazer parte das discursões da cúpula, já que o Brasil ainda está estudando a proposta europeia para apresentar uma sugestão aos demais sócios no bloco.
Na segunda-feira (3/7), está marcado um compromisso entre os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais das quatro nações. Representantes do Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, devem indicar representantes para comparecer o evento, pois terão compromissos em Brasília na data, de acordo com fontes extraoficiais.