“Tem 25 mil dólares com meu pai. Eu estava vendo o que, que era melhor fazer com esse dinheiro levar em ‘cash’ aí. Meu pai estava querendo inclusive ir ai falar com o presidente (...) E aí ele poderia levar. Entregaria em mãos. Mas também pode depositar na conta (...). Eu acho que quanto menos movimentação em conta, melhor né? (...)”, diz Cid.
O áudio foi encaminhado a Marcelo Câmara, assessor de Jair Bolsonaro. Em seguida, ele responde, em mensagem de texto, sobre esse assunto: "Melhor trazer em cachê". Mauro Cid manda uma outra mensagem: "Ok ciente".
Ainda na mesma interceptação, o tenente-coronel fala sobre as tratativas para a venda de estátuas de palmeira e um barco folheados a ouro — presentes recebidos pela comitiva brasileira durante visita oficial ao Bahrein em 2019. Ele diz a Câmara que não conseguiu vender as peças e que está negociando com outro possível comprador.
"(...) Aquelas duas peças que eu trouxe do Brasil: aquele navio e aquela árvore; elas não são de ouro. Elas têm partes de ouro, mas não são todas de ouro (...) Então eu não estou conseguindo vender. Tem um cara aqui que pediu para dar uma olhada mais detalhada para ver o quanto pode ofertar (...) eu preciso deixar a peça lá (...) pra ele poder dar o orçamento. Então eu vou fazer isso, vou deixar a peça com ele hoje (...)’"
Eles ainda comentam sobre as negociações para levar a leilão um dos kits recebidos na Arábia Saudita com relógio e joias masculinas. "(...) O relógio aquele outro kit lá vai, vai, vai pro dia sete de fevereiro, vai pra leilão. Aí vamos ver quanto que vão dar(...)", diz Mauro Cid.