De Joventino a José Lucas, Irandhir Santos trabalha com maestria cada característica de seus personagens em “Pantanal”.
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“Tenho que destacar a sela de prata, que é representativa para o Joventino e se torna um elemento atrativo para os filhos do José Leôncio. Eu me lembro de uma cena do personagem com os seus devaneios e ele fala tudo para aquele objeto, que fica impregnado com as memórias desse homem”, relata.
Além da disputa familiar pelo amor e admiração de José Leôncio, José Lucas se apaixona por Juma (Alanis Guillen), o que prejudica sua relação com Jove. Porém, o clima de romance entre o peão e a moça-onça não se desenvolverá.
O rapaz acabará se envolvendo com Irma (Camila Morgado), ao mesmo tempo em que ela se aproxima de Trindade (Gabriel Sater). Ao perceber que o violeiro realmente gosta da moça, abrirá mão dela e terá um romance com a repórter Érica (Marcela Fetter).
“Fiquei encantado com o Pantanal. É um pedaço deste Brasil que nos encharca. Quando saí de lá pela primeira vez, ficou a vontade de voltar. Faço dois personagens que são vítimas da atração por aquele lugar. Joventino, pela natureza; José Lucas, pelo destino, para se encontrar com o pai”, comenta.
Se a nova versão de “Pantanal”, adaptada por Bruno Luperi, se mantiver fiel à obra original de Benedito Ruy Barbosa, José Lucas deve terminar a história ao lado de Irma. Ela engravidará de Trindade, mas o violeiro partirá da fazenda e pedirá que o primogênito de José Leôncio cuide da amada e do filho.
Irandhir se sentiu empolgado ao receber o convite para fazer parte do elenco deste clássico da teledramaturgia brasileira. “Fiquei ainda mais feliz quando soube que o Osmar Prado seria o Joventino na segunda fase. Tenho admiração por essa pessoa, cidadão e artista”, conta.
TECO-TECO
O ator pernambucano diz que o processo de caracterização foi fundamental para que pudesse compreender as nuances de Joventino e de José Lucas. Além disso, ter a oportunidade de gravar no Pantanal, no Mato Grosso do Sul, trouxe mais realidade às cenas. Para se deslocar, equipes usam carro ou avião de pequeno porte.
“Tenho respeito por esse meu medo de andar de aviãozinho. A produção foi muito cuidadosa. A diferença de uma fazenda para a outra era por volta de uma hora e 10 minutos de carro e sete minutos de avião. Pois eu ia de automóvel e dizia à produção que até poderia ir como eles queriam, mas não seria o mesmo pelo resto do dia”, conta Irandhir, aos risos.