Helvécio Carlos
Helvécio Carlos
Com 30 anos dedicados ao jornalismo, com passagens por emissoras de rádio e assessoria de imprensa, é desde 2001 titular da coluna Hit, do jornal Estado de Minas. Entre 2011 e 2017 foi editor da revista Hit, publicação de lifestyle.
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Pedro Paulo Cava é homenageado em baile de pré-carnaval

Diretor de teatro, que este ano comemora 60 anos de carreira, ganhou samba-enredo no Baile das Artes

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Os desfiles pré-carnavalescos estão por toda a cidade, mas, no último sábado (22/2), o trecho da Afonso Pena, entre Rua da Bahia e Avenida Carandaí, foi um fervo só por concentrar três eventos distintos. Por ali, depois das 22h, foliões que resistiram à Banda Mole continuavam ziguezagueando entre os funcionários da PBH que faziam a limpeza da via para deixar tudo pronto para a feira de artesanato. Em lados opostos da avenida, o movimento ficava nas portarias do Palácio das Artes, endereço da primeira edição do Baile das Artes, e do Automóvel Clube, onde os sócios e convidados festejavam o início da programação comemorativa ao centenário do clube. Apesar dos trechos isolados para os carros, não houve grandes reclamações em relação ao acesso aos bailes. E, sem a menor dúvida, o grupo mais animado era formado pelos garis da prefeitura, que não perdiam o rebolado para deixar tudo arrumadinho para a feira. E ainda foi possível perceber gentileza em meio tanto corre-corre. Exatamente na divisa entre a grade do Parque Municipal e o início do Palácio das Artes, chamou a atenção a mulher que, pelo figurino, curtiu a Banda Mole. Respeitosamente, ela se dirigiu a uma das garis desejando bom trabalho, além de agradecê-la por colocar “a casa” em ordem.

 


• NO BAILE DAS ARTES

O ponto alto do Baile das Artes foi, claro, a homenagem ao diretor Pedro Paulo Cava, que completa 60 anos de carreira. A surpresa ficou para o samba composto por Mônica Negona, da Escola de Samba Unidos Guarani, interpretado ali na hora por atrizes dos três elencos de "Mulheres de Hollanda", um dos maiores sucessos dirigidos por Cava. "60 anos de carreira/Do amigo Pedro Paulo Cava/Prestamos homenagem a você/Artista completo/Diretor, militante e produtor/És um grande cara de valor/Que o teatro consagrou (bis)", diz a letra. "Achei tudo lindo. O samba enredo foi ótimo. Adorei. Fiquei emocionado. Revi tanta gente que não via há tanto tempo. Foi uma grande homenagem para um artista como eu, que tem 60 anos de trabalho, homenageado pelos seus pares."

A escolha pelo Palácio das Artes para o baile liderado por Magdalena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de Minas Gerais, foi ótima, tanto pela estrutura oferecida quanto pela localização. E, claro, pelo que representa o PA na história das artes do estado. A trilha da noite estava boa. Só não deu para entender o porquê de tocar música (boa, diga-se de passagem) dos anos 1980 em um baile de carnaval. Ficou meio fora de propósito. Faltou atenção com as comidinhas servidas. A porção de batatinha e frango (R$ 20), por exemplo, de tão fria e borrachuda, precisou voltar para o microondas. Uma taça de Chandon custava R$ 30. As fantasias são a alma de qualquer baile carnavalesco. No geral, a nota foi 6. Algumas pesadas e sem graça. Outras, feitas no corre-corre, não deixaram saudades.

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• NO BAILE CENTENÁRIO

A direção do Automóvel Clube quer fazer do centenário "do mais britânico" uma data inesquecível. Por isso, o baile de carnaval foi preparado com cuidado, conquistando o público. Os ingressos esgotaram e os foliões, de gerações distintas, lotaram o clube, testemunha ocular (também) da história do carnaval de Belo Horizonte nos últimos 100 anos. À frente do evento, o presidente Ragheb Hamade Filho. O clube, que nos áureos tempos contou com 2 mil associados, conta atualmente com 470, que pagam mensalidade de R$ 180. Por isso, é bom ver o “mais britânico” cheio e pulsante.

O Automóvel Clube também foi escolha acertada para curtir o pré-carnaval. O prédio é lindo, apesar de, nos detalhes, revelar que está precisando de uma boa reforma. Logo na entrada, é possível perceber que parte do vidro da marquise está quebrada. Lá dentro os reflexos das luzes mostram a necessidade de uma boa limpeza nos vidros. Ao contrário dos convites do Baile das Artes, que eram gratuitos, os convites do Baile do Centenário eram pagos (os preços variaram de R$ 400 a R$ 490). Quem se animou não teve o que reclamar do buffet do chefe Nélio Eustáquio e da bebida com fartura. A animação na pista de dança foi do início ao fim da festa, no Salão Dourado. Entre as atrações, a banda Juventude Bronzeada e Du Bandu. O salão Príncipe de Gales, por sua vez, recebeu mesas com oito lugares. Os looks foram criativos ganhando nota 8 desta coluna.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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